O filme de 2011 de Andrea Arnold representa um olhar diferente sobre a obra original, deixando de fora praticamente metade da história (nunca chegamos a ver alguns dos grandes feitos de vingança do Heathcliff, à excepção do seu casamento com a Isabella) mas não merece menos respeito por isso. A fotografia é encantadora, tirando proveito de cada característica singular da Natureza e a Kaya Scodelario é simplesmente lindíssima. O melhor: o vento. Um personagem que fala tão alto como qualquer outro.
Quanto à história, através dos olhos de Arnold ou das palavras de Brontë, é como um punhal espetado no coração que a cada momento torce um pouco mais. Um amor violento que vive para além da morte, o que não deixa de ser interessante vindo de alguém que dificilmente terá experimentado a arte de amar.










